sábado, 9 de julho de 2016

CAUSAS DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

A prisão de ventre ocorre sempre que o transito intestinal encontra-se lentificado, fazendo com que a fezes permaneçam por mais tempo que o necessário no intestino, o que as torna ressecadas e duras. Em geral, no paciente com queixas de constipação intestinal, o transito intestinal mostra-se normal durante a passagem das fezes no intestino delgado, mas torna-se lento ao chegar ao cólon ou na região anorretal.
As causas para essa lentificação do trânsito intestinal são diversas, variando desde situações simples, como pouca ingestão de água e dieta pobre em fibras, até casos mais graves, como tumores do intestino ou doenças neurológicas. Na maioria dos casos, a constipação não é um sinal de uma doença grave, sendo muito comum não haver uma causa claramente identificável. Esses casos de prisão de ventre crônica e sem causa aparente são classificados como constipação intestinal idiopática ou funcional.
Entre as causas possíveis de prisão de ventre, podemo citar:
  • Ingestão insuficiente de líquidos.
  • Dieta inadequada, com elevado consumo de proteína animal e carboidratos, e baixo consumo de fibras (causa muito comum de prisão de ventre).
  • Alterações na rotina diária do indivíduo, como, por exemplo, viagens.
  • Sedentarismo.
  • Imobilidade, como no caso das pessoas que ficam restritas à cama.
  • Consumo excessivo de laticínios.
  • Gravidez.
  • Estresse emocional.
  • Frequentemente não evacuar na hora que sente vontade. Isso pode ocorrer em pessoas com hemorroidas ou fissura anal, pois, como a evacuação é dolorosa, o indivíduo acaba segurando a fezes com receio de sentir dor.
  • Uso abusivo de laxantes, que a longo prazo podem enfraquecer a musculatura intestinal.
  • Alterações na musculatura pélvica.
  • Pseudo-constipação, que é o caso do paciente que refere constipação, mas, na verdade, não preenche critérios para esse diagnóstico.
Doenças orgânicas que podem provocar prisão de ventre:
  • Diabetes mellitus 
  • Hipotireoidismo 
  • Depressão 
  • Distúrbios de ansiedade.
  • Anorexia nervosa.
  • Esclerose múltipla 
  • Doença de Parkinson 
  • Lesão da medula.
  • AVC 
  • Câncer do cólon.
  • Câncer do reto.
  • Síndrome do intestino irritável.
Medicamentos que podem causar constipação intestinal:
  • Analgésicos opioides (derivados da morfina).
  • Anti-histamínicos.
  • Anti-inflamatórios.
  • Antidepressivos.
  • Antiepiléticos.
  • Antiespasmódicos.
  • Antipsicóticos.
  • Suplementos de ferro.
  • Antiácidos à base de alumínio.
  • Bário (usado em exames radiológicos).
  • Anti-hipertensivos, principalmente da classe dos inibidores dos canais de cálcio.
A prisão de ventre em mulheres jovens e saudáveis costuma não ter uma causa grave por trás e, na maioria das vezes, não necessita de uma investigação médica muito profunda. Por outro lado, a constipação intestinal em idosos deve ser avaliada com mais cuidado, pois ela pode ser o primeiro sinal de um tumor do cólon ou do reto. Os idosos também costumam ser medicados com múltiplas drogas, podendo ser uma delas a origem da sua constipação.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

SINTOMAS DA PRISÃO DE VENTRE

Os sintomas da constipação intestinal são aqueles utilizados nos critérios de Roma III. Isso significa, portanto, que você pode ter constipação mesmo sem ficar vários dias sem evacuar.
Ter fezes rígidas ou em bolinhas, ter de fazer muita força para conseguir defecar, sentir que há um bloqueio na região retal que impede a evacuação, sensação de não conseguir esvaziar completamente o seu reto e necessidade de usar as mãos ou dedos para facilitar a saída das fezes são todos sinais de prisão de ventre. Evacuar menos de 3 vezes durante a semana também é um forte indicador de constipação, mas sozinho não é suficiente para fechar o diagnóstico.
É bom destacar que se um indivíduo ficar 1, 2 ou até 3 dias sem evacuar, mas quando o fizer, as fezes forem bem moldadas, moles, úmidas e não demandem esforço algum para sair, isso não significa que ele tenha prisão de ventre. É apenas um padrão diferente de evacuação, que é perfeitamente normal.
Há um mito muito propagado nos meios de comunicação que diz que o normal é evacuar todos os dias; que não evacuar diariamente faz com que o corpo absorva as impurezas e toxinas das fezes, causando doenças, problemas de pele e envelhecimento precoce. Isso não existe. O resultado desta falsa propaganda é um consumo desnecessário, e às vezes exagerado, de laxantes por parte de indivíduos que têm um ritmo intestinal perfeitamente aceitável. E o pior, o próprio uso constante de laxantes por longos períodos pode levar à prisão de ventre. Resumindo, um paciente que não tem prisão de ventre (ou a tem de forma leve) é levado a crer que o tem constipação severa, passa a fazer uso de uma medicação que não precisa e, a longo prazo, acaba desenvolvendo ou agravando o problema que ele queria evitar desde o início.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

DIAGNÓSTICO DA CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

A utilização dos critérios de Roma III é suficiente para o diagnóstico da constipação intestinal na maioria dos casos. Porém, o médico precisa estar atento para alguns sinais que podem indicar que a prisão de ventre é um sintoma de alguma outra doença, como distúrbios metabólicos ou um tumor do do intestino. Nestes casos, não basta diagnosticar a constipação, é preciso identificar a sua causa.
Em pessoas jovens e saudáveis, principalmente mulheres, e sem nenhuma outra queixa ou achado ao exame físico, não é preciso fazer nenhuma grande investigação. Em geral, medidas simples, como reeducação alimentar, aumento do consumo de fibras, consumir mais água e praticar exercícios ajudam no controle da prisão de ventre. Por outro lado, em pessoas com mais de 50 anos, a existência de perda de peso involuntária, anemia, sangramento nas fezes, início súbito da constipação, alternância de diarreia com constipação, etc., costuma ser um sinal que possa haver algo por trás da prisão de ventre.
Para a investigação da constipação, além do toque retal, o médico pode solicitar uma colonoscopia ou retossigmoidoscopia, que são exames que permitem a visualização do interior do cólon e do reto, à procura de lesões que possam ser a origem da prisão de ventre. 
A avaliação do funcionamento do músculo do esfíncter anal pode ser feita através da manometria anorretal. Neste procedimento, o médico insere um fino tubo flexível no reto e, em seguida, infla um pequeno balão na ponta do tubo. Este procedimento permite aferir a coordenação dos músculos ao redor do ânus no momento da evacuação, de forma a esclarecer se a dificuldade para defecar é devido à alguma fraqueza ou incoordenação da musculatura.
O estudo de trânsito no cólon é um procedimento feito para avaliar a velocidade do trânsito intestinal. Neste estudo o paciente engole uma cápsula contendo 24 marcadores que se dispersam ao longo dos intestinos e podem ser identificados através de radiografias simples do abdômen. O paciente após 6 dias faz uma radiografia do abdômen para saber quantos marcadores ainda estão presentes e quantos já foram eliminados. A identificação de pelo menos 5 marcadores presentes no cólon após os 6 dias é um sinal de lentificação do trânsito intestinal.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

TRATAMENTO DA PRISÃO DE VENTRE

O tratamento inicial da constipação deve ser sempre com alterações da dieta, incluindo maior consumo de fibras, frutas, legumes e verduras. Granola, cereais enriquecidos com fibras, farelo de trigo, mamão, kiwi e ameixa preta são alimentos que podem ajudar bastante na prisão de ventre. Carnes e carboidratos podem ter o efeito oposto. Outro ponto essencial é aumentar o consumo de água. Pelo menos 1,5 litro de água deve ser ingerido ao longo do dia.
Um forma de aliviar a prisão de ventre, que costuma ser negligenciada, é a prática de exercícios físicos. A atividade física regular melhora o funcionamento da musculatura intestinal e abdominal, além de estimular a própria motilidade do cólon.
Entre os laxantes naturais, o psyllium, policarbofil de cálcio e a metilcelulose são os mais indicados. Esse produtos são fibras capazes de absorver grande quantidade de água, o que forma um bolo fecal grande e úmido, ideal para ser expulso no momento da defecação.
Também é importante explicar para o paciente que o mesmo deve evacuar sempre que tiver vontade. Ficar segurando as fezes aumenta o tempo que as mesmas ficam no intestino, fato que favorece a absorção de água do bolo fecal, tornando-o cada vez mais ressecado e rígido.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Laxantes para Prisão de Ventre

Se as medidas acima não surtirem efeito, o uso de laxantes pode estar indicado. É bom lembrar, porém, que o uso abusivo de laxantes a longo prazo pode perpetuar a constipação, tornando a resolução do problema mais difícil. O laxantes são para serem usados de vez em quando, em períodos de maior necessidade. Se você precisa recorrer aos laxantes de forma regular, o ideal é procurar ajuda de um gastroenterologista em vez de ficar se automedicando de forma contínua.
Entre as opções de laxantes, as mais usadas são a lactulose, sorbitol, óleo mineral, bisacodil (lacto purga ou dulcolax) e senna. Nos casos mais resistentes, supositórios de glicerina ou bisacodil, ou enemas podem ser tentados.
Se nada der jeito, a desimpactação manual é o próximo passo. Muitas vezes, o paciente forma um bolo de fecaloma tão grande e duro, que é fisicamente impossível do mesmo ser eliminado sem ser fragmentado de forma mecânica antes.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

É hora de se livrar das fraldas!

Veja como ensinar o seu filho a usar o banheiro, sem trauma e sem estresse

É hora de dar adeus ao xixi na cama quando a criança já tiver aprendido a controlar o cocô. Aí, ela está pronta para usar o banheiro. Importante: a ingestão de líquidos à noite deve ser controlada, no máximo até duas horas antes de deitar, e não se esqueça de levar o filhote para fazer xixi antes de ir para a cama.
No começo, tanto meninas quanto meninos aprendem a urinar sentados. Mas ensinar um menino a urinar em pé é um incentivo para sua identificação com o pai e com outros garotos. Fica mais fácil quando a criança observa e imita outras pessoas do sexo masculino.
De uma forma geral, para ensinar seu filho a usar o banheiro, comece de dia. Leve a criança para urinar a cada três horas, explicando o que vocês foram fazer ali (pode até imitar o barulho do xixi caindo no vaso). O controle diurno pode ocorrer até os três anos de idade e o noturno, até os cinco anos.
Dicas para ambos os sexos
- O controle noturno só deve começar após o controle diurno estar consolidado, a não ser que seja iniciativa da própria criança não querer mais fazer xixi ou cocô à noite.
- Esse controle deve começar ao mesmo tempo em casa e na escola, se possível com a mesma orientação. Assim, converse e conheça a metodologia da escola.
- Acidentes de percurso acontecem e não devem ser criticados, mas orientados. Envie mais roupas para a escolinha para evitar que a criança se sinta constrangida por ter que ficar molhada ou suja na fase inicial desse processo.
- Nessa primeiro momento, para evitar que a criança faça xixi ou cocô em locais inapropriados, a fralda pode ser usada no carro, em transportes em geral e em passeios, por exemplo.
- Somente quando a criança já estiver habituada a urinar no penico, passe a usar o redutor para adaptar o vaso sanitário. Ela deve fazer xixi e cocô sentada, para que aprenda a se equilibrar e a relaxar a musculatura.
- Deixe seu filho no banheiro de dois a três minutos para fazer xixi e até 10 minutos para evacuar. Ajude a criança a jogar a sujeira do penico para o vaso, e depois a dar a descarga.
- Quando as crianças descobrem que podem ter o controle sobre o xixi e sobre o cocô, algumas podem não querer se desfazer de suas "obras". Assim, mesmo que no início dessa fase sem fraldas elas evacuem somente na fralda, jogue com elas as fezes no vaso, mostrando que aquele é o lugar mais adequado para o cocô.
- É legal mostrar para o seu filho que ele alcançou essa nova fase, mais "avançada". Peça ajuda para colocar as cuequinhas ou calcinhas que eles vão usar a partir de agora nas gavetas. É importante a participação deles durante todo o processo.
- Muitas vezes, as crianças não querem parar o que estão fazendo (ver um desenho, brincar) e tentam segurar o xixi e o cocô, na maioria das vezes sem sucesso. Fique atenta às expressões corporais que podem indicar vontade de ir ao banheiro, como, por exemplo, mãos nos genitais, crianças apertando as pernas, até "dançando". Afinal, ao invés de falar, elas podem utilizar o corpo para se comunicar.
- Evite, ao máximo, adiar a eliminação de fezes ou urina. Leve a criança ao banheiro sempre que ela tiver vontade (mesmo que, em algumas dessas vezes, ela não faça nada).
- Acidentes diurnos são normais até os três anos de idade e noturnos, até os cinco anos.
- Algumas crianças podem regredir nesse processo de abandono das fraldas para chamar a atenção, muitas vezes com a chegada de um novo irmãozinho, por exemplo. Aproveite para dar muito amor e carinho a ela, chamando-a para participar do processo de cuidados do irmão, se a criança quiser.
Atenção: o ensino prematuro e forçado do uso do vaso sanitário, imposto à criança antes da hora adequada, pode fazer com que ela perca o interesse e sinta-se culpadas pelo fracasso. As consequências podem ser a enurese, a desistência e até a obstipação intestinal. Se a criança não estabelecer para si própria a meta de aprender a usar o vaso, os esforços dos pais serão sempre vistos como pressão.
Elogiar o amadurecimento e o sucesso de uma criança nesse aspecto e em outras esferas de seu desenvolvimento pode ser uma maneira indireta, porém importante, de lhe dar apoio.

domingo, 3 de julho de 2016

Cocô do bebê pode trazer mensagem importante sobre sua saúde

As fezes comunicam sobre como está o funcionamento do organismo

Cuidar de um bebê exige atenção a todos os detalhes. E o cocô pode ser um dos mais importantes. “Através da eliminação seu filho comunica sobre como está o funcionamento do organismo,” . É o caso das intolerâncias alimentares, que, geralmente, se manifestam nesse momento. “Fezes muito líquidas ou de coloração diferente do amarelo-esverdeado sinalizam algum desequilíbrio. Esbranquiçadas podem ser sinal de problema no fígado ou de alguma doença hereditária. Já a presença de sangue ou pus é um alerta e é preciso consultar um profissional”, 


As fezes estão diretamente relacionadas com a ingestão de alimentos. Por isso, bebês que mamam exclusivamente no peito tendem a seguir um determinado padrão de eliminação que é diferente dos que tomam algum tipo de complemento ou que já consomem comida sólida. “O leite materno é totalmente aproveitado pelo organismo do bebê, o que explica alguns deles ficarem até 6 dias sem fazer cocô sem sofrerem de constipação”, 
Até o segundo mês, aproximadamente, é normal o bebê evacuar de três a oito vezes por dia. A cor varia de amarelo a esverdeado, é pastoso ou pode apresentar grumos. A partir de um mês e meio até três se forma a ampola retal e a eliminação pode demorar um pouquinho mais para acontecer. Mas, só depois do sexto mês é que as fezes começam a endurecer, mas isso não significa cocô duro, ressequido ou em bolinhas. Nesses casos, pode significar falta de ingestão de líquidos. “Não fazer cocô por até 3 dias é totalmente normal, depois disso requer observação”, 
Segundo o médico, é preciso prestar atenção no conjunto de sinais que o bebê está dando antes de se preocupar. A obstrução abdominal vem acompanhada de barriga inchada e falta de apetite. “Se o bebê está mamando é porque está absorvendo os nutrientes e, naturalmente, sente fome. Se não está eliminando um dia ou outro é porque não está sobrando nada para ser eliminado”,  A soltura de gases também é um indicativo de que tudo está bem.